sábado, 30 de maio de 2009
borboleta
o meu cabelo dançava ao vento quente que por ali passava. o mar movimentava-se discretamente fazendo os meus olhos sorrir. nunca na minha vida tinha visto tantas borboletas a rodopiar a meu lado. devorei todas as tuas palavras, cada sílaba permanecia na minha cabeça ecoando diferentes tipos de sensações e desejos. o movimento da tua boca, o teu sorrir, o teu falar conseguiam fixar-me a ti. de ti emanava um veneno que me fazia respirar com dificuldade, mas ao mesmo tempo me viciava. juntei todas as forças e fugi, espero que para sempre.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
je t'aime
Pode parecer exagero, estupidez ou sei lá o que pode parecer, mas a verdade é que não passa um dia em que não me lembre de ti pelo menos 10 vezes, por variados motivos. Às vezes dou por mim a pensar no que estarás a fazer, se pensas em mim. Outras vezes basta ouvir o teu nome. Muitas vezes lembro-me de ti por coisas banais, porque já estivemos juntos aqui ou ali. Às vezes penso que o mundo está contra mim por me levar a sítios que me lembram de ti ou por me levar a fazer coisas que costumávamos fazer juntos. Tantas vezes um simples cheiro me leva a pensar em ti. Não sei se é a só a mim que acontece, mas muitas vezes fecho os olhos e vejo-te a ti, mas torna-se tão dificil ver-te, observas-me com o mesmo fascinio a que me habituaste. Como vês não é fácil esquecer-te. Não é que tente, e sinceramente, não tento tanto quanto digo. É tudo um jogo em que aquilo que digo não corresponde à realidade. A minha realidade é outra. Tu, eu e nós fazemos parte da minha realidade mais privada. Existimos só os dois, os outros são apenas condições necessárias, paisagens, actores secundários. Na minha realidade o vento sopra-me a nossa música (da mesma maneira que tu ma costumavas assobiar), o céu lembra-me os teus olhos, os mais meigos e ternos que eu alguma vez vi, os olhos que me fazem morrer aos poucos. Todos os caminhos me levam a ti, tudo o que faço é de maneira a que te possa ver, nem que seja por segundos. Os meus medos giram à volta da tua vontade, assim como, obviamente, os meus prazeres. Nunca vi ninguém que me fizesse os joelhos tremer e o coração bater tão acelerado através de um simples toque banal, uma simples mensagem, um simples beijo, um simples abraço, um olhar. Sempre que relembro o teu beijo sinto um misto de alegria e tristeza, alegria por tudo o que esse beijo me propiciou e tristeza com medo de não te voltar a beijar. Troco o euromilhões se for necessário para te beijar outra vez. Amo-te, eu sei.
Tens-me feito tão bem, obrigada.
Tens-me feito tão bem, obrigada.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
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